DTeixeira Creativity, what else?

11mar/090

A crise existe para quem quer

Vocês tem notado que estou falando muito sobre a crise utimamente, inclusive dando mais ênfase do que programação ou design, isso se deve ao fato que quando se trata de emprego, afeta diretamente o propósito do porquê estudamos.

Lendo um artigo no site Workopolis.com, escrito pela Alison Martins, ela diz que as empresas ainda estão contratando durante a recessão.

Lógico que sim, não estamos em uma guerra, de acordo com ela, só no Canadá foram 120 mil posições de trabalho perdidas, mas se você tiver as habilidades certas e saber onde procurar certamente vai achar.

Setores que não vão parar de contratar são os setores vitais como saúde e segurança, mas no caso dos outros setores como tecnologia, basta saber onde procurar que vai achar, e lógico, ficar atento nas notícias do mercado, por exemplo: Lá fora, a empresa BlackBarry pretende aumentar sua força de trabalho em 3.000 postos nesse ano, no caso a empresa trabalha com Java.

Aqui no Brasil, um bom portal de notícias que eu conheço é o G1 Concursos e Empregos. E por mais chato que seja TEMOS que ler o caderno de Economia e Negócios.

E por hora é isso, perdendo seu emprego ou não, a crise está onde queremos que ela esteja, e nesse caso, queremos ela longe, você não precisa fazer parte disso.

Have a nice day! :)

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9mar/092

Rubificar ou não, heis a questão

Na era da internet, todos ficam acoados em relação qual linguagem seguir ou quais as novas tendências. Vejo muito as pessoas falarem do tal Ruby on Rails que é fantastico e tão poderoso, segundo os defensores, que poderiam assar seu pão de queijo com um "ruby script/server heat".

Indo a passos cautelosos fiz uma pesquisa em relação a popularidade do Ruby on Rails no mercado. Sites famosos como o Twitter são um exemplo que Ruby on Rails é de fato uma linguagem que produz um output em produção.

Mas afinal, qual é a popularidade do Ruby nas empresas?
Resposta: Baixo.

De acordo com o gráfico, poucas são as vagas para Ruby on Rails em relação a Java e C# da Microsoft.

Mas a surpresa esconde-se quando vemos o mesmo gráfico levando em consideração o crescimento:
Resposta: Absurdamente alto.

As linhas indicam quantas vagas foram abertas no período, que ao meu ver, está bem alto. Batendo quase 50% em janeiro deste ano.

Podemos concluir superficialmente que Ruby on Rails está pouco difundido mas cresce em uma velocidade muito grande para alcançar C# e Java, e nessa velocidade não vai demorar muito para Ruby ser uma linguagem que você ao menos DEVERÁ ter tido contato. O que eu penso é: Se você é Java ou C#, seu emprego não está em perigo, mas considere brincar de Ruby on Rails em casa, evita ser pego desprevinido.

E o salário? OK! Todos pensam também o lado da grana, compreensível. De acordo com o site Indeed.com (neste link) você pode conferir uma comparação dos salários atuais no exterior:

Salário em dólares por ano:

  • C# e Java: US$ 86.000,00
  • Ruby on Rails: US$ 79.000,00
  • PHP: US$ 74.000,00

Okay, muito alto porque é uma média, mas se quiser um valor mais real, desconte 10.000 de cada salário e você terá um salário base por ano, no caso 76 mil por ano para C# e Java e 69 mil por ano para Ruby. Note que o Ruby já está colocado acima de PHP, até então uma linguagem muito difundida no meio internet, já está começando a comer poeira.

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6mar/091

Google impede brasileiros de competição de segurança

A Google está testando sua nova tecnologia, o Native Client que permite rodar aplicações especiais dentro do Browser. Não estamos falando de um ActiveX feliz escrito em VB6 mas sim um aplicativo x86 rodando dentro do browser, além de ser mais poderoso pois as possibilidades são imensas também é seguro pois vai rodar dentro da sandbox dos browsers e o core é open-source, ou seja, você pode fuçar todo o código fonte do Native Client para tirar o do máximo proveito possível.

Agora quando falamos de aplicativos rodando dentro do browser, o pessoal de segurança já começa a ter surtos e arrancar os cabelos só de pensar o que esse "monstro" pode fazer se ele vazar do reator nuclear (a.k.a. Sandbox).

Pensando nisso, a Google iniciou um concurso para analistas de segurança, hackers, anti-sociais, etc tentarem achar falhas no Native Client. Uma abordagem muito comum hoje em dia em empresas WEB, lembro-me da Apple fazendo algo similar, e é claro, há uma recompensa muito gratificante.

As falhas devem ser reportadas e os códigos que exploram as falhas devem estar anexo até o dia 5 de maio desse ano. De acordo com o G1, haverá 5 prêmios: O primeiro lugar vai levar para casa US$8.192, o segundo US$4.096, o terceiro US$2.048 e o quarto e quinto US$1.024.

Contudo, vendo os Termos e Condições logo no início poucos países foram impedidos de participar, não há explicações para não deixarem e o Brasil está no meio. Os outros países impedidos foram o Irã, Síria, Cuba, Coréia do Norte, Sudão, Mianmar, residentes na Itália e da província de Quebec no Canadá.

Gostaria muito de saber porque o Brasil ficou de fora. É certo que muitos furos de segurança foram feitos por brasileiros, será que eles tem medo de profissionais? Alguém da Google pode ao menos tentar explicar? :)

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11fev/091

Portfólio, Portifólio ou Portfolio?

Estava contente construíndo o HTML e CSS do meu futuro portfolio que vou hospedar aqui mesmo (postarei uma mensagem avisando de sua conclusão) onde pretendo mostrar um pouco do meu trabalho feito.

Daí estava eu criando o HTML quando me deparei com uma questão simples porém que dá pano para a manga. Qual é o certo: Portifólio, Portfólio (sem "i") ou Portfolio ("t" mudo sem acento).

E lá vou eu perguntar para quem entende: O Google. Pesquisando aqui, clica ali, favorita acolá, achei inúmeros resultados, a maioria deles blogs falando sobre esse assunto (e lá vou eu entrar na dança). Não vou contar historinha de onde surgiu a palavra, sua etimologia ou o que motivou cada um a iniciar essas variações.

O certo é: Porta-fólio ou Portfolio. Claro, "portfolio" apenas se for em inglês, em português é aquela belezura lá.

Agora a grande questão é: Como começou o Portifólio ou o Portfólio? Bom, eu defendo a idéia de que a língua se adapta ao homem, e não vice-versa (vide essa reforma ortográfica), com certeza esses neologismos são da categoria "zipar", "rodar" (ação de dar um "RUN"), "debugar" ou x. Não estão certos, porém não estão errados na minha opinião.

O que eu faria (e é o que eu vou fazer) é escolher uma das duas formas corretas, pois apesar de pessoalmente não achar nada de mais encontrar portifólio ou portfólio por aí, vou ao menos tentar exercer um pouco de profissionalismo para fazer um bom Portfolio... a começar escrevendo o nome dele certo, para o Pasquale não puxar meu pé a noite.

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26jan/090

Enquanto isso no planeta crise

As semanas de 2009 se arrastam enquanto a crise continua mostrando sua carranca para o mercado, que não é dificil dizer que tem medo de cara feia.

Demissões e demissões, as pessoas estão loucas e paranóicas com demissões em "N" setores, reduções de custos, shows cancelados, países que vão a falência e pessoas menos dispostas a se divertir. Todo esse reflexo está afundando o mundo em caos.

OK, vou ser menos apocalítico. Semana passada meu pai, gerente de exportação de uma multinacional agropecuária, perdeu o emprego (e a empresa foi para o vinagre). O problema é que ele tem mais de 50 anos, e ser alocado no mercado de trabalho (com ou sem crise) é extremamente difícil, faltando poquíssimo para se aposentar. Esse efeito estilingue fez com que a crise (finalmente) me atingisse.

Indiretamente mas atingiu, agora estou com um problemão (a crise, não a família) para pensar, mas meus problemas são poucos ao ver que já temos 79 mil demissões anunciadas pelo mundo todo.

A Caterpillar (aquela de máquinas de construção) vai demitir 20.000 pessoas; a GM vai espirrar 2.000 pessoas; a Pfizer (aquela que faz o Viagra) vai broxar, digo, demitir 8.000 funcionários; a Philips 6.000 mil; a Walt Disney vai deixar 600 executivos na sarjeta, como a dama e o vagabundo; a ING (um banco holandês) 7.000 pessoas; a Nextel vai "cortar a linha" de 8.000 empregados; e muito mais minha gente!

Fora isso, temos até países como a Isândia cujo o governo simplesmente "quebrou", e está uma bagunça por lá, acompanhe por este link do G1.

A única do contra até o momento é a Petrobras, que vai investir pesado nos anos 2009-2013 aproximadamente US$ 174 bilhões (vamos torcer para que o plano a longo prazo da Petrobras esteja certo).

Mesmo com as inúmeras baixas incluindo meu pai, muitas empresas e um país, eu ainda continuo otimista com a crise e que esse tempo de tempestades deve ser usado como aprendizado para começar planejar lá na frente, pois depois de uma tempestade sempre vem a calmaria.

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15jan/090

Google sente o efeito da crise

Após Lula dizer que a crise continuará durante 2009 e começará a melhorar apenas em 2010, assistimos perplexos a economia internacional tendo espasmos no leito do hospital. No meu post sobre Crise econômica e os empregos, enfatizei o fato que o setor de tecnologia não será tão afetado. Ledo engano.

Não vou dizer que é crítico mas aqui no Brasil a crise afeta mais setores de exportação, agronegócios e afins, mas enquanto isso na terra do Tio San a primeira bomba do dia chega nos jornais on-line e outros blogs, anunciando que a própria Google, sinônimo de empresa de tecnologia estável e próspera começou a cortar depois de muitos anos, seus primeiros empregados de tempo integral.

Foram 100 pessoas de 19.600 (aproximadamente), são basicamente recrutadores de RH, o que quer dizer que haverá uma redução na velocidade de contratação visto a situação economica, mas não quer dizer que vão parar de contratar. Outros pontos serão economizados pela empresa, tais como regalhias para funcionários e festas de final de ano menos extravagantes, marca da Google.

Isso é um aviso de que setor de tecnologia não é inabalável, mas sim, menos abalado. São medidas naturais para uma empresa enorme sobreviver a tempos de turbulência. Principalmente empresas com ganhos baseados em publicidade, como expliquei no outro post da série.

Se o Lula estiver certo (e que eu juro que quero que esteja), tomara que 2009 seja apenas um ano de contenção para que 2010 começe o reaquecimento da economia.

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10jan/090

Como uma interface gráfica pode ser poderosa

Existe muitos exemplos de empresas e projetos livres que prestigiaram-se pelo seu auto grau de qualidade nos softwares ou jogos que produziram, mas que ao mesmo tempo deram uma importância ímpar para a interface gráfica dos mesmos.

É preciso pouco para produzir uma interface boa. Vamos analizar a interface mais conhecida do planeta, a da Google. Muitos conservadores gritaram, esperniaram e criticaram silenciosamente (eu mesmo ouvi muito) que a interface do Google é feia. Sim, ela é(ra).

Tal popularidade do software fez com que as pessoas se acostumassem com uma nova geração de interface que eles intencionalmente ou não, criaram. Na época do surgimento da Google, tudo era trevas, digo, carnaval. Sites carregadíssimo de imagens, propagandas, dezenas de links. O conceito de "Portal" para ser o ponto de entrada de uma empresa era muito comum, e a Google veio para quebrar esse paradigma, exibindo em seu portal 15 links, uma textbox, dois botões e uma logomarca.

Sua simplicidade simpatizou o planeta que muitas empresas alteraram seus mecanismos de busca, o antigo site Cadê que era nossa Estrela Pop para procurar coisas aqui no Brasil também se adaptou e hoje exibe só uma texbox também.

Anualmente as empresas costumam fazer alterações em seu layout, algumas mais pesadas como o Terra já fez esse começo de ano. Mas empresas como a Google não podem se dar ao luxo de alterar sua interface radicalmente, o público que acessa o portal é distinto demais para haver uma aceitação grande, mas para uma interface tão poderosa como a dela uma simples alteração causa alarde e admiração.

A Google mudou ontem, dia 09/01/2009 por volta das 18:00 o favicon dela (aquele ícone que aparece do lado do endereço) para um "g" branco estilizado com as cores da empresa mixando-se ao fundo.

O que antes era um "G" azul no fundo branco passou para esse "g" branco no fundo colorido. A mudança foi tanta que o blog Undergoogle.com já anunciou sua mudança minutos depois da publicação do novo ícone.

Notem como uma empresa conquistou seu lugar ao Sol com sua interface altamente prestigiada onde uma alteração de um ícone de 16x16 gerou centenas de posts em blogs (incluindo esse), notícias na Folha e na Abril.

Apenas por curiosidade, esse novo ícone foi criado por André Resende do curso de Ciência da Computação da Unicamp. Sim! Foi um brasileiro que criou em um projeto juntamente com vários estudantes. (Eu queria ter visto e participado...)

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6jan/090

Crise financeira e os empregos

Hoje há muita gente disposta a emigrar, deixar sua terrinha, samba e feijoada para tentar uma vida melhor em outros países como Inglaterra, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá e até Índia.

O que mais assombra hoje é a tal Crise Financeira, que está virando desculpa até para não comprar um pacote de bolacha para o filho ou aumentar a mesada dele. O que vemos acontecer no mundo é basicamente: Demissões em massa em montadoras, jornais falindo e até um rumor de demissões na Microsoft. Ora, é claro que a crise existe e não podemos ignora-la, ela está começando bater a nossas portas e vai afetar bastante empresas que tem seu lucro baseado em publicidade. A conta é simples: Empresas contendo dinheiro, a primeira coisa a cortar é marketing. Então estão dispostas a pagar menos por anúncios.

Mas enfim, curiosamente a crise não está abalando geral o setor de tecnologia que ainda continua dando muito retorno obrigado. Sites de empregos borbulham ofertas lá fora (aqui no Brasil ainda não, pois ainda não passamos do carnaval).

Lá fora, programadores .NET ganham em média US$ 90.000 ano ano, Javeiros conseguem abocanhar cifras de US$ 95.000 ao ano. Quem ama Flash, SQL e PHP pode ganhar entre 69 e 82 doletas! Designers não ficam de fora, designers e web designers ganham em média 71 mil dólares ao ano. (dados vindos do Indeed.com, com dados da terra do Tio San).

A terra do canguru saltante e da folha de maple vão muito bem também, apesar de não ter tantas ofertas publicadas, caso queira ver, uma consulta no site Monster.ca ajuda. Os dois gráficos abaixo mostram o crescimento de ofertas de emprego relacionadas a Design de Interfaces e Programadores.

Interface Designer Job Trends graph

Developer Job Trends graph

De acordo com o Meiobit.com baseado na Computerworld internacional, destaca-se as vagas para SAP e programadores C# .NET (sim, Java não está entre os preferidos de 2009, desculpem).

E aqui no Brasil?
Bem, de acordo com a revista Computerworld o número de ofertas ficará estagnado por causa da famosa Crise Financeira supracitada. Mas não quer dizer que não terão novas vagas, só serão menos que 2008. O melhor a fazer é, cuidar de sua atual carreira e arriscar menos no mercado externo.

Aproveite a crise financeira para melhorar suas habilidades, fazer cursos para então quando a crise passar e o mercado reaquecer, arriscar mais aqui e lá fora.

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5jan/090

AJAX não é tecnologia

Navegando na internet, um pequeno pensamento surgiu.

Os portugueses não sabiam:
http://www.dcc.fc.up.pt/~jpp/p-main/node4.html

Nem os brasileiros:
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI696116-EI4801,00.html

Esse pequeno post/protesto vem por meio desta falar: Poxa vida, AJAX não é tecnologia! É um jeito! Podem chamar do que quiser: Jeitinho brasileiro, POG, workaround, casamento de tecnologias, etc mas NÃO Chamem de TECNOLOGIA.

Eles explicam:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/11/01/ajax-nao-e-uma-tecnologia-e-um-jeito/

Até a Mimimikipédia Wikipédia explica:
http://pt.wikipedia.org/wiki/AJAX_(Web)

Agora aos exploradores da Internet Rica, usem Ajax com moderação, mas não pague mico. E se pagou, elemine os rastros. Errar é humano, mas persistir no erro é mais humano ainda.

Ps.: A piada do Ajax com a imagem do produto de limpeza é mais antiga que a BBS.

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