Microsoft pensando em Sustentabilidade
Faz alguns mêses que a Microsoft fez um excelente vídeo publicitário mostrando a visão dela de como o mundo será em 2019, usando tecnologias de papel digital. A forma como o mundo é visto pela gigante do vale do silício daqui 10 anos é bem ambiciosa pois muda a forma como leremos jornal, programaremos nosso microondas e até como tomaremos café. Imagens e um vídeo seguem abaixo:

Promoção de uma GUI
Quem não se lembra do massivo comercial do Microsoft Windows 95 quando eles introduziram o Botão Iniciar (que hoje é um dos mais famosos elementos de GUI), podendo ser até mais famoso que o próprio Windows. O investimento de marketing em cima do Windows 95 tornou a "Barra de Tarefas" com seu "Botão Iniciar" a marca registrada do Windows.
Tão famoso ficou, que as pessoas acostumaram-se com o termo e a idéia, que se tornou prático e essencial em um sistema operacional (SO) ter esse tal botão. Tanto é que a Microsoft patenteou essa "marca" dando ela o direito único a explorar a idéia do botão iniciar, apesar que algumas outras empresas usarem essa mesma idéia mas com tênues mudanças para não render processos jurídicos. (Atenção freetards, não estou discutindo linux, Mac ou quem veio primeiro: o ovo ou a galinha).
No Brasil, promover um novo software não é tão rentável, pois o consumidor final não é o foco principal de empresas como a Microsoft (sim, apesar de quase todos os habitantes do Brasil, terem um (PC) com o Windows instalado, a Microsoft foca mais os produtos dela em empresas. Uma justificativa talvez seria o baixo poder aquisitivo da população, não sendo viável vender uma cópia do Windows XP Professional por R$ 749,00 (mais ou menos, mas peraí, estamos no Windows Vista já, mas ainda dá para comprar o XP OEM) para o João da padaria da Penha, comerciais de softwares ocorrem com uma certa frequência, e pode-se dizer que o foco dos comerciais em GUI chama muito a atenção de consumidores finais. No vídeo abaixo você pode conferir um vídeo promocional sobre o Windows 95, na época de seu lançamento, note o foco no botão iniciar.
(esses vídeos vieram dos extras do CD do Windows 95)
O foco desse post tem mais caráter curioso do que prático. Mas é interessante ver como interfaces tem sim sua importância em produtos. Agora, se quiser vender software no Brasil para usuário doméstico, não faça propaganda na TV, mas cative eles. O que você, leitor perdido que caiu nesse blog acha? (comente! não precisa de registro)
Visualizações: 837Silverlight: Primeiras impressões
Seguindo o meu post inicial, instalei todas as ferramentas sugeridas e a integração com o Visual Studio 2008 foi excelente. Após feito o download dos instaladores demorei aproximadamente 15 minutos para rodar os três pacotes. Não foi necessário reiniciar o PC.
Quando o último instalador finaliza criamos uma imensa expectativa acerca do que aconteceu com nosso precioso sistema. Então corri para abrir o Visual Studio 2008 e ver o que de novo apareceu.

Como pode ver, temos agora uma integração total com o VS2008, podendo ser criado diretamente um projeto WEB baseado em Silverlight. Após escolhido o projeto, inicia-se um assistente que o guia na configuração básica do seu novo projeto e ao final, temos nossa IDE pronta. E fico feliz de falar que por essa eu não esperava: Além de uma toolbox com vários componentes novos (isso já era esperado) temos também um editor visual XAML (ou seja, é possível carregar um projeto em XAML sem se preocupar em ver só código).
Fazendo o que eu gosto de fazer, que é fuçar sem ler tutorial nenhum, me senti um pouco perdido em relação à tradicional maneira de arrastar e soltar componentes na interface gráfica a partir da toolbox. No Silverlight temos que basear nossos layouts de tela em cima de Grids por exemplo, e definir como ela trabalhará os diversos componentes (Buttons, Calendars, Textboxes, etc) que iremos adicionar.

Tão imediatamente inserido um botão (que de cara dá para ver que não se trata de um tradicional Button dos webforms), já tenho acesso às Actions deles, onde posso modificar aspectos visuais e textuais do mesmo. E também via XAML, que se propõe ser um WYSIWYG para Silverlight (isso porque nem abri o Expression Blend, que é focado para trabalhar apenas em cima de layout em XAML).
E ao pressionar o F5, já estou rodando meu botão em Silverlight. O que eu sei que em termos de customização, é possível mudar completamente a aparência deste botão, pois ele (assim como todos os componentes em silverlight) são baseados em vetor. Mas isso já é trabalho para nosso Expression Blend, que é tema para outros posts.

ASP.NET para Webmasters

No início era o verbo e do verbo veio o ASP com HTML. Designers (e webmasters) e programadores viviam bem, e por um tempo foi bom. Claro que esse "viver bem" incluía algumas rixas no sentido de: Webmaster mexeu no HTML estraga o código do programador. Programador que mexeu no código, estraga o HTML do webmaster. Apesar disso tudo esses dois mundos conseguiam viver bem, no final saiam para um happy hour e tudo ficava bem novamente no escritório.
Mas com o advento do ASP.NET o que parecia ser uma solução separar o HTML do código em dois arquivos (novamente), iniciara um novo pesadelo: os Server Controls. Tente imaginar um webmaster configurando o estilo de um ASP Calendar no Dreamweaver? Não menosprezando o Dreamweaver, mas fazer isso é difícil, quando não improdutivo.
A Microsoft atualiza sempre seu framework e volta e meia pode acontecer uma disparidade na emulação dos Server Controls no Dreamweaver. (Não sei dizer se nas versões mais atuais isso foi solucionado). Então, o que muito acontecia era: O webmaster fazia o HTML com HTML Controls, passava para o programador, que convertia para Server Controls e tudo bem! Mas o programador estava gastando muito tempo nessa conversão, e qualquer alteração de layout da página, teria que ser replicado nas páginas ASPX ou refeitas do zero pela programador.
Para reduzir esse gap a Microsoft introduziu o Microsoft Expression Web, mais um produto da suíte de aplicativos da linha Expression, voltada para mídia e UI. O Microsoft Expression Web reduz esse gap entre webmasters e programadores, pois permite ao webmaster inserir Server Controls como se insere os HTML controls no Dreamweaver, e mais: Permite customizar e visualizar os Server Controls direto pelo programa, sem necessitar do Visual Studio.
Assim, o webmaster pode inserir o tão famigerado ASP Calendar, customizar sua aparência direto pelo Expression Web e visualizar na própria máquina o resultado final, antes de enviar o ASPX para o programador programar o code behind. Em teoria, dessa forma o programador não precisaria tocar novamente no ASPX e o webmaster no code behind.
Trabalhei em uma empresa que isso ocorria, além de testemunhar sua implantação e o resultado foi positivo! Pois a guerra entre webmasters e programadores era enorme! A única queixa dos webmasters quanto ao Expression Web, é que ele não tem o poder de fogo de diagramação do Dreamweaver. Mas para uma primeira versão, ainda em preview está muito bom! Aliás, durante a transição, todos podem diagramar no Dreamweaver, e após isso inserir no Expression Web para dar o toque final nos Server Controls.
Gostaria de ouvir comentários sobre o Expression Web. E quem quiser testar, o Expression Web está em sua versão Preview e pode ser testado por vários meses gratuitamente, pelo link abaixo:
http://www.microsoft.com/brasil/msdn/expression/Expression-Web/default.mspx
Na página você pode ver o Expression Blend do primeiro artigo, entre outros produtos da linha Expression da Microsoft.
Visualizações: 248Silverlight: Primeiros passos

Quando falamos de interfaces gráficas e WEB, logo corremos nossa mente para a tão famosa WEB 2.0 com suas bordas arredondadas e peroladas, com sua logo sombreada sempre com o "beta" pendurado em algum canto.
Mas quando falamos de GUI para WEB, as coisas não estão só limitadas a isso, pelo menos por enquanto. Há uma tecnologia da Microsoft que já está andando faz um tempo mas ainda não fez seu boom chamada Silverlight (que as pessoas adoram falar que é um copycat do Adobe Flash).
Cada uma tem suas particularidades e no caso do Silverlight, tem coisas muito interessantes, principalmente quando falamos de WEB.
Usando o WPF, o Silverlight tem uma seleção de recursos interessantes quando falamos de interfaces, aliado a suíte de aplicativos Microsoft Expression (mais especificamente, o Expression Blend) o desenvolvimento para essa nova plataforma (que eu adoro chamar de HiFi UI) fica muito mais fácil.
As principais particularidades do Silverlight 2 para desenvolvimento de aplicações RIA, em sua versão BETA para uso massivo incluem:
- Uso de WPF na UI: Usando o Windows Presentation Foundation da Microsoft, produzir essas interfaces agora é fácil (para quem já degustou a versão 1 do Silverlight sem esse WPF). Com ele, é possível uma alta manipulação gráfica, animações além de inserção e alta personalização de controles como Buttons, TextBox. Alta capacidade de manipulação de Layout, Estilos, Data-Binding e o meu preferido: Template Skinning. O mais divertido disso tudo é que você pode usar a alta personalização feita na Web e reutilizar os controles em Windows Form Applications. Basicamente, a liberdade que se tem em um Windows Form Applications foi introduzida na WEB.
- Rich Controls: Todos os widgets já conhecidos em windows form applications podem ser usado de forma fácil e simples para a WEB. Isso inclui controles de layout (Grids, Containers, Panels, etc), comuns (Gauges, Scrolls, Calendars, etc) e manipulação de dados (DataGrids, ListBox, etc). Todos estes controles com um nível de edição alto, permitindo o designer soltar a imaginação no formato e cores do controle, antes limitado.
- Rich Base Class Library: Todo o poder de manipulação de dados oferecido pela API do .NET é possível com o Silverlight, pois toda a library do framework conversa com o mesmo, como por exemplo: Collections, IO, Threading, XML, Globalization, TCP, etc).
- Rich Networking Support: O Silverlight suporta um pool de possibilidades de networking, incluindo o tão comum RSS, como o REST, WS*/SOAP, POX e outros serviços HTTP. (Não preciso citar toda a liberdade TCP/IP né?)
Agora, um fato importante é que o Silverlight 2 não requer o Framework da Microsoft para rodar no computador cliente, apenas sua library mínima. Pesa pouco mais de 4MB e roda nos navegadores mais comuns como IE (obviamente), FireFox, Safari, etc.
E o melhor de tudo é que tudo pode ser programado via Visual Studio 2008 (o Expression Blend integra completamente com o VS), bastando adicionar alguns pacotes de expansão gratuitos.
Tanto o Visual Studio 2008 quanto o Expression Blend (em suas versões Preview) podem ser baixadas e exploradas gratuitamente, não sendo necessário a recorrer ao "capitão gancho" para fuçar nele.
Para começar a experimentar, incentivo a acessar o Get Starting do site oficial do Silverlight, e em poucas horas estará programando seus primeiros Hello Worlds no seu PC gratuitamente. (Pelo menos no caso do Visual Studio, por 90 dias).
Silverlight: http://silverlight.net/GetStarted/
No site também tem o blog do Scott Guthrie, onde baseei este post, e lá contém mais informações sobre os primeiros passos.
Tem no site supracitado, mas vale dar uma ajuda que a Microsoft também oferece uma vídeo-aula mostrando desde a instalação de todas as suítes até o seu primeiro "Hello World", realmente fantástico! (http://silverlight.net/learn/learnvideo.aspx?video=57010)
Estarei continuando isso, e não deixem de ver mais sobre esse mundo, pois as possibilidades são infinitas e há espaço no mercado para todos =)
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