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6mar/091

Google impede brasileiros de competição de segurança

A Google está testando sua nova tecnologia, o Native Client que permite rodar aplicações especiais dentro do Browser. Não estamos falando de um ActiveX feliz escrito em VB6 mas sim um aplicativo x86 rodando dentro do browser, além de ser mais poderoso pois as possibilidades são imensas também é seguro pois vai rodar dentro da sandbox dos browsers e o core é open-source, ou seja, você pode fuçar todo o código fonte do Native Client para tirar o do máximo proveito possível.

Agora quando falamos de aplicativos rodando dentro do browser, o pessoal de segurança já começa a ter surtos e arrancar os cabelos só de pensar o que esse "monstro" pode fazer se ele vazar do reator nuclear (a.k.a. Sandbox).

Pensando nisso, a Google iniciou um concurso para analistas de segurança, hackers, anti-sociais, etc tentarem achar falhas no Native Client. Uma abordagem muito comum hoje em dia em empresas WEB, lembro-me da Apple fazendo algo similar, e é claro, há uma recompensa muito gratificante.

As falhas devem ser reportadas e os códigos que exploram as falhas devem estar anexo até o dia 5 de maio desse ano. De acordo com o G1, haverá 5 prêmios: O primeiro lugar vai levar para casa US$8.192, o segundo US$4.096, o terceiro US$2.048 e o quarto e quinto US$1.024.

Contudo, vendo os Termos e Condições logo no início poucos países foram impedidos de participar, não há explicações para não deixarem e o Brasil está no meio. Os outros países impedidos foram o Irã, Síria, Cuba, Coréia do Norte, Sudão, Mianmar, residentes na Itália e da província de Quebec no Canadá.

Gostaria muito de saber porque o Brasil ficou de fora. É certo que muitos furos de segurança foram feitos por brasileiros, será que eles tem medo de profissionais? Alguém da Google pode ao menos tentar explicar? :)

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